João, Cap. 9,
Cura de um cego de nascença:- Ao passar, ele viu um homem, cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou, ele ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas é para que nele sejam manifestadas as obras de Deus.”
Por que tanta injustiça no mundo? Por que tanto sofrimento de inocentes, não só de nós humanos, mas também dos animais, da natureza, do planeta de uma forma geral. Pois à medida que o planeta sofre diante dos maus tratos causados pela civilização, todo o mais sofre juntamente, o ecossistema amplamente é atingido. Já fiz esta pergunta interiormente por diversas vezes. Alguns justificam a dor como conseqüência kármica, como “uma certa dívida que temos que acertar por conta de ações erradas cometidas”. Mas o que dirá da natureza, dos animais? Vendo um animal, principalmente numa situação de sofrimento, busquei algumas justificativas, que nunca me convenceram totalmente. Hoje, passando os olhos nesta passagem bíblica acima descrita, ficou muito forte em mim a resposta de Jesus: é que a obra de Deus tem que ser manifestada, deve haver um veículo para que ela se manifeste. O milagre tem que continuar acontecendo, passe o tempo que passar. Não é porque um ou outro pecou e merece pagar por isso, Jesus não julgava, não condenava ninguém, caso contrário teria jogado a primeira pedra na samaritana. Só aconselhou-a: “Vai, e de agora em diante não peques mais”.
Se um sofre e o outro socorre, o milagre continua se manifestando, não importa quem o realizou, e sim qual a causa maior que movimentou a ação. Em sendo o amor e a compaixão, a vontade de Deus continua viva na humanidade, palpável, porque o Pai também sabe que somos fracos na fé, que precisamos de dados concretos, que somos como São Tomé, temos que ver para crer. Que precisamos do milagre. É assim que o pobre passa fome e do nada surge a comida, que um animal com sofrimento é socorrido, que alguém diminui a dor do planeta resolvendo economizar água, diminuir o lixo. Precisamos da presença viva do divino em nós, e é só a experiência que nos diviniza. É assim que Deus se manifestou e se manifesta até os dias de hoje. Que possamos nós também ser o veículo para que a vontade DELE continue se realizando, enquanto cumprimos nossa passagem pela terra.
Namastê!
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