sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A caminho da Índia

Fica sempre no ar a pergunta: o que vamos encontrar pelo caminho....em direção ao coração do yoga, onde o sagrado se mistura com o dia-a-dia dos indianos, é sem dúvida uma descoberta. É como se nada soubesse, em verdade, estou com esta consciência mesmo, aberta para o novo e desconhecido. Sinto que tudo que sei hoje é meio teórico, por isso a experiência é tão significativa. Por exemplo, praticar satya, ser verdadeiro, na nossa vida, é fácil, ou requer esforço? Se formos realmente honestos, reconheceremos a dificuldade. Pois bem, esta é uma das propostas pilares do yoga, que engloba desde dar um troco certo para moça do supermercado até não desperdiçar comida. Em Roma observamos que se pode entrar num ônibus e usá-lo sem pagar, pois não há cobradores, mas ninguém faz isso (com exceção de turistas desinformados como nós). E você pode dizer, ah, mas é porque não tem pobre na Itália! Bem, não é bem isso que pudemos observar. Parece que há uma consciência inerente. Pois é assim que satya se manifesta. Começa com um exemplo simples, baseado num conselho simples de nossos pais, avós e dos justos que os precederam. E uma vez que se opta pelo caminho da verdade, difícil mudar o curso. É mais fácil não ser verdadeiro a meio verdadeiro. Assim, quem inicia na prática do yoga percebe com clareza a dificuldade em não seguir este preceito maior. Incomoda se não assumimos esse compromisso.
E é isso mesmo, minha gente. Nenhum progresso espiritual é possível se não houver uma mudança interior que repercuta numa mudança de comportamento. Por isso que gosto de falar que não se deve avaliar seu progresso no yoga por estar alcançando hoje nos dedos dos pés, ou se consegue ficar meia hora de ponta cabeça. Isso é menor. Mas se seus olhos forem capazes de enxergar a injustiça, a indiferença, a falta de amor no mundo, isso lhe dará força para agir diferente, para ser diferente. Atitudes simples, que demonstram o progresso na sua prática.
Vale a pena tentar!
Namastê!

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