segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Em Roma 2

Hoje tivemos, pela segunda vez, aula com nossa professora italiana, Diane Long. Suas aulas são particulares e desenvolveu uma forma diferente de ensinar. Em todas as posturas ela parece estar confortável, à vontade, é como se estivesse espreguiçando o tempo todo. Bonito de ver sua desenvoltura quando entra num ásana, mas bastante difícil acompanhar suas orientações, entender exatamente o que ela deseja que você faça. Muitas vezes até se entende, porém o corpo não obedece. Segundo ela, o ásana deve brotar de dentro para fora, através do corpo, não com o corpo. Deve fluir com naturalidade, como a respiração, a arte, a música, a dança. Tudo muito espontâneo, com graça, leveza, sem tensão. A idéia é muito interessante, porque a proposta do yoga é exatamente esta, gerar gradualmente mudanças internas no indivíduo que repercutem em seu exterior, através de uma nova relação que o praticante vai estabelecendo com pessoas que ele convive. Como a ferramente que temos no yoga para acalmar a mente é o corpo, faz sentido pensar nas posturas brotando, emergindo de dentro para fora. Tarefa difícil, mas que se pode alcançar, Diane é exemplo disso. Ainda mando pra voces alguns momentos de nossas aulas.
Saudades,
Érika e Carlos

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