por Érison Palma
Quando jovem tive a oportunidade de conhecer , praticamente ao mesmo tempo ,as técnicas de meditação e a chance de me aprofundar nos ensinamentos do Cristianismo, através de encontros de jovens sob orientação da igreja Católica (na época chamava-se Shalom e depois na formação de lideres , o Encontrão). Munido destes fundamentos, fui determinado a encontrar minhas verdades. A principio fiz o caminho correto, participando de grupos de discussão , tentando colocar minhas experiências , procurando entender o que significava a fundo o pensamento Cristão e usando a meditação para me ajudar a encontrar a paz necessária para um melhor desempenho. Foi aí que me vi numa situação estranha, em que os outros componentes dos grupos se mostravam fechados a sair de certas regras impostas pela igreja que não permitia que se tentasse colocar questões fora do determinado em “cartilhas” de procedimento. A principio me senti deslocado , questionando se eu estaria errado. Fiz então um processo de interiorização e também de isolamento em que fazia longas caminhadas pelos campos, lia a bíblia, meditava e escrevia sobre minhas experiências sensitivas. Frequentava missas em horários em que iam só pessoas interessadas na oração que a missa contém e não o que o vizinho está vestindo. No final deste processo que no futuro gostaria de explicar melhor, descobri a palavra que até hoje uso em minha profissão de médico: equilíbrio. A verdade de você ser feliz está em procurar em todas as coisas um ponto de equilíbrio para que possa aproveitar e absorver todos os momentos sem preconceitos e tirar disso a saúde física e mental. Fico pensando ,então, que a união da religiosidade que nos leva a sentir a presença e a importância de Deus através de seus “mensageiros espirituais”, quer seja Cristo ou Buda ou outros iluminados , convivendo em harmonia com as técnicas de espiritualidade da meditação e do yoga, são bases para que possamos tornar este mundo melhor , não em grandes atos, pois estes dependem dos poderosos (vide o sofrimento dos tibetanos que são oprimidos por uma China intervencionista , que outros grandes não querem desagradar) mas sim em pequenos e gloriosos atos, que unidos por corações abertos espiritualmente, possam sacudir esse mundo (no bom sentido).
sábado, 5 de abril de 2008
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